Aalisamos como as maiores empresas globais por valor de mercado estão em constante transformação, impulsionadas pela inovação, disrupção e competição. Exploramos a ascensão e queda dessas gigantes ao longo das décadas, desde o domínio das empresas japonesas nos anos 1990 até a liderança das tecnológicas americanas nos anos 2000. Também discutimos como o ambiente de negócios em constante evolução e novas tecnologias, como a inteligência artificial, continuam a remodelar o cenário competitivo, com destaque para o crescimento da Nvidia e o sucesso recente de grandes empresas farmacêuticas que alcançaram valorações impressionantes.

Constante Mudança dos Gigantes do Mercado
As dez maiores empresas por valor de mercado não permanecem no topo para sempre. Os líderes dos índices mudam com o tempo, à medida que inovação, disrupção e concorrência transformam as dinâmicas do mercado.
Posições competitivas fortes e grandes fatias de mercado podem fazer com que essas empresas pareçam invencíveis, até que uma nova ameaça emerja.
Esse seleto grupo está em constante transformação. Inovação, disrupção e competição impulsionam essa mudança, com empresas entrando e saindo do ranking. Embora muitos tentem prever quais companhias estarão entre as maiores do mundo em uma década, a tarefa é desafiadora. Uma abordagem de investimento mais eficaz é manter uma estratégia diversificada, independentemente de quem lidera o mercado.
Entenda os Líderes Globais
Atualmente, esse grupo é dominado por gigantes da tecnologia, com Apple e Microsoft à frente. As “Sete Magníficas”, impulsionadas pelo crescimento da tecnologia e da inteligência artificial, incluem empresas como Nvidia e TSMC, que rapidamente subiram no ranking.
A liderança no mercado global está em constante mudança. Nenhuma das maiores empresas de 1980 ainda figura entre as dez principais atualmente.
Em 1980, companhias de energia, sustentadas pela ideia de “pico do petróleo” – a noção de que as reservas globais estavam se esgotando – dominavam o cenário, uma previsão que não se concretizou.
Já em 1990, oito das dez maiores empresas eram japonesas, e acreditava-se que o Japão logo dominaria o mercado global. Mais uma previsão equivocada.
Em 2000, a bolha das empresas de tecnologia, mídia e telecomunicações colocou Microsoft e Intel entre as maiores. Em 2010, companhias chinesas começaram a se destacar, com previsões de que a China assumiria a liderança global, o que não se confirmou. Nesse mesmo ano, a Apple entrou no clube pela primeira vez. Em 2020, as empresas de tecnologia dos EUA dominaram as cinco primeiras posições, com valores de mercado impressionantes.
Como estão as avaliações dessas ações?
Dado o alto valor de mercado dessas gigantes, seria fácil supor que suas ações estariam extremamente valorizadas. No entanto, as empresas dominantes de hoje estão sendo negociadas a múltiplos de preço-lucro (P/L) significativamente menores que seus antecessores. O P/L médio projetado para os próximos dois anos das “Sete Magníficas” é de apenas 23 vezes, em comparação com 52 vezes para os líderes de 2000 e 67 vezes para os de finais dos anos 1980.
O que faz uma empresa subir ou descer nessa lista?
Essa é a questão mais complexa: prever essas mudanças com precisão antes que ocorram é quase impossível. Elas geralmente resultam de novas ameaças ou disrupções inesperadas. No caso do Japão e da China, por exemplo, o colapso econômico enfraqueceu o domínio que se esperava que esses países tivessem no mercado global.
Embora empresas pareçam invencíveis, disrupções e concorrência podem rapidamente alterar o cenário.
Essas transformações não apenas reduzem os lucros das empresas líderes, como também podem abalar suas fundações e ameaçar sua própria sobrevivência. O economista Joseph Schumpeter, há quase 100 anos, afirmou que grandes empresas têm os recursos financeiros para investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços, além de conseguirem oferecer preços mais competitivos, o que lhes permitiria manter a liderança no mercado.
Embora Schumpeter não tenha previsto empresas como Microsoft e Apple, com valores de mercado superiores a três trilhões de dólares, suas observações continuam relevantes.
Sua análise ajuda a explicar a aparente invencibilidade das “Sete Magníficas” da tecnologia. O tamanho colossal dessas empresas e seus lucros elevados permitiram investimentos de centenas de bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, fortalecendo suas infraestruturas, ampliando suas posições no mercado e mantendo possíveis concorrentes à distância, criando um fosso econômico. Hoje, parece quase inimaginável que novos concorrentes possam desafiar essas gigantes, e muitos investidores acreditam que essa dominância continuará por um longo tempo.
No entanto, inovações têm o poder de mudar tudo. Antes do ChatGPT impulsionar a revolução da inteligência artificial, poucos previam que a Nvidia chegaria ao clube dos três trilhões de dólares. Além disso, gigantes farmacêuticas como Novo Nordisk e Eli Lilly eram bem menores antes de seus medicamentos contra obesidade alcançarem enorme sucesso.
Conclusão
O investimento passivo pode ser uma estratégia eficaz para manter seu portfólio alinhado às mudanças no ranking das grandes ações, sem exigir muito esforço. Uma opção é considerar o investimento no índice S&P 500, representado pelo código US500, que acompanha o desempenho das maiores empresas dos Estados Unidos. Dessa forma, você estará exposto aos principais cases de sucesso do mercado, aproveitando as oportunidades proporcionadas pelos líderes globais.
Artigo por Marcos Praça, Analista ZERO Markets
Atenção: A opinião do analista Marcos Praça, CNPI-T 4199, é de responsabilidade exclusiva do autor e não representa necessariamente a opinião da ZERO Markets. Aviso de Risco: As informações fornecidas neste vídeo são de natureza geral com o propósito de educar. Estas informações não constituem aconselhamento de investimentos de forma alguma, nem têm qualquer relação com os objetivos de investimentos específico, situação financeira ou necessidades individuais de qualquer pessoa em particular que os receba. Invista com Responsabilidade: Investir no mercado financeiro apresenta um risco elevado e pode não ser adequado para todos os investidores. A corretora ZERO Markets não aceita aplicação de residentes de países ou jurisdições nas quais o uso e distribuição viole as leis e regulamentos locais.

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